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Reforçar a Sustentabilidade Agrícola e a Transparência do Mercado em Moçambique

  • Foto do escritor: Fundação RESET
    Fundação RESET
  • há 21 minutos
  • 3 min de leitura


O desenvolvimento agrícola em Moçambique enfrenta vários desafios, que vão desde as mudanças climáticas e a gestão de recursos até ao acesso aos mercados e à sustentabilidade. Dois documentos-chave — o Relatório Final do PEDSA II (2022) do MADER e o Relatório da UNECE de 2024 sobre o Reforço da Rastreabilidade e da Transparência — apresentam reflexões estratégicas para melhorar a produtividade agrícola, a competitividade dos mercados e a resiliência ambiental. Estes relatórios sublinham a necessidade de políticas agrícolas bem estruturadas, práticas de produção sustentáveis e maior transparência nas cadeias de valor, como forma de impulsionar a transformação do sector agrário em Moçambique.


Principais Conclusões


O Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário de Moçambique (PEDSA II) apresenta um quadro abrangente para melhorar a produtividade agrícola e a sustentabilidade até 2030. O plano identifica desafios centrais, como a baixa produtividade, infra-estruturas deficientes, vulnerabilidade às mudanças climáticas e fraco acesso aos mercados, propondo soluções que incluem o investimento em mecanização, sistemas de irrigação e integração das cadeias de abastecimento. Reconhecendo que cerca de 80% da população moçambicana depende da agricultura, o relatório destaca a importância da gestão sustentável dos recursos, da melhoria do financiamento e de programas de desenvolvimento rural para reforçar a segurança alimentar e a estabilidade económica.


O Relatório da UNECE sobre Rastreabilidade e Transparência aborda a importância do acompanhamento dos produtos agrícolas ao longo da cadeia de valor, com particular destaque para os sectores do vestuário e dos têxteis, que têm impacto directo na indústria do algodão em Moçambique. O relatório apresenta a tecnologia blockchain e os sistemas digitais de rastreabilidade como ferramentas fundamentais para melhorar a competitividade nos mercados e reforçar a confiança dos consumidores. Com a adopção destas soluções, Moçambique poderá obter melhor acesso aos mercados globais e assegurar o cumprimento das normas internacionais de sustentabilidade.


Um dos principais focos de ambos os relatórios é o reforço da governação e dos quadros regulatórios para facilitar práticas agrícolas sustentáveis. O PEDSA II defende parcerias público-privadas, capacitação dos produtores e mecanismos de financiamento inclusivos para colmatar as lacunas de investimento, enquanto o relatório da UNECE destaca o papel das colaborações internacionais e da aplicação eficaz de políticas na garantia de práticas de produção éticas. Em conjunto, estas estratégias são fundamentais para que Moçambique supere as disparidades de mercado e promova uma agricultura sustentável, resiliente às mudanças climáticas.


As análises conjuntas dos relatórios do PEDSA II e da UNECE evidenciam a necessidade urgente de modernização do sector agrário e da implementação de sistemas de rastreabilidade em Moçambique. O reforço da eficiência produtiva, da transparência nas cadeias de abastecimento e dos mecanismos de governação não só contribuirá para o aumento da resiliência económica, como também para a melhoria da segurança alimentar e da sustentabilidade. Estas iniciativas estão estreitamente alinhadas com os objectivos de desenvolvimento de Moçambique e com os padrões internacionais de sustentabilidade.



Fonte Bibliográfica:




A RESET Foundation está comprometida com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Este artigo integra os principais contributos do quadro de rastreabilidade e transparência da UNECE com o PEDSA II de Moçambique, destacando a necessidade de políticas estruturadas e de uma transformação agrícola sustentável. O relatório está associado a vários ODS, nomeadamente:










Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecidos como Metas Globais, foram adoptados pelas Nações Unidas em 2015 como um apelo universal à acção para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que, até 2030, todas as pessoas beneficiem de paz e prosperidade.


 
 
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