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Da Pobreza ao Empoderamento – Uma Abordagem de Crescimento Sustentável e Inclusiva

  • Foto do escritor: Fundação RESET
    Fundação RESET
  • 16 de jan.
  • 3 min de leitura


O relatório do McKinsey Global Institute, Da Pobreza ao Empoderamento, analisa como o crescimento económico, a inclusão e a sustentabilidade estão interligados. O estudo destaca a importância de retirar as pessoas da pobreza extrema, assegurando simultaneamente a sustentabilidade ambiental, especialmente numa década que irá moldar o desenvolvimento global até 2050.


O relatório introduz o conceito de “linha de empoderamento”, fixada em 12 dólares por dia em termos de paridade do poder de compra (PPC), como um patamar mais elevado para medir o progresso para além da pobreza extrema. O documento explica ainda como os esforços globais de crescimento económico e o investimento em sustentabilidade podem reduzir as desigualdades nos padrões de vida, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios climáticos.


Principais Conclusões

O relatório identifica dois grandes desafios globais: empoderar milhares de milhões de pessoas para satisfazerem as suas necessidades básicas e transitar para uma economia de emissões líquidas zero. Em 2020, 4,7 mil milhões de pessoas encontravam-se abaixo da linha de empoderamento, sendo que 730 milhões ainda viviam em situação de pobreza extrema.

O estudo defende que a simples eliminação da pobreza extrema não é suficiente; pelo contrário, as sociedades devem ambicionar a segurança económica, na qual as pessoas tenham acesso estável a serviços essenciais como saúde, educação e habitação. Para alcançar este objectivo, será necessário aumentar em 40% o poder de compra das pessoas que vivem abaixo da linha de empoderamento até 2030.



Os dois objectivos empoderamento económico e emissões líquidas zero de carbono — exigem compromissos financeiros significativos. O relatório estima que colmatar as lacunas de empoderamento e de sustentabilidade exigirá 37 biliões de dólares adicionais em despesa de consumo e 41 biliões de dólares em investimentos de baixo nível de emissões.


Em conjunto, estas necessidades de despesa correspondem a cerca de 8% do PIB global por ano. A inovação liderada pelo sector empresarial e o crescimento impulsionado pela produtividade poderão gerar aproximadamente metade dos recursos necessários, mas serão indispensáveis investimentos adicionais, tanto públicos como privados, para fechar totalmente estas lacunas.


Apesar das soluções orientadas pelo mercado, o relatório alerta para insuficiências financeiras persistentes e escolhas difíceis. Embora o crescimento económico possa elevar 2,1 mil milhões de pessoas acima da linha de empoderamento e retirar 600 milhões da pobreza, os investimentos relacionados com o clima serão cruciais para garantir um progresso sustentável.

Uma transição desordenada para emissões líquidas zero poderá afectar de forma desproporcionada as populações de baixos rendimentos, devido ao aumento dos custos de energia. No entanto, a falta de acção face às alterações climáticas teria consequências económicas e sociais graves, sobretudo para as populações mais vulneráveis.


O relatório destaca que o empoderamento económico e a acção climática devem ser prosseguidos em conjunto para alcançar a estabilidade global a longo prazo. O crescimento económico, por si só, não é suficiente para colmatar as lacunas de empoderamento e de emissões líquidas zero, sendo necessária a colaboração entre os sectores público e privado, bem como mecanismos financeiros e inovações políticas que garantam inclusão e sustentabilidade.

Os investimentos em infra-estruturas sustentáveis, educação e inovação tecnológica são essenciais para promover a segurança económica e a resiliência ambiental. A concretização destes objectivos exigirá esforços globais colectivos para impulsionar transições económicas justas, inclusivas e sustentáveis.



Fonte bibliográfica:






A RESET Foundation está comprometida com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O relatório destaca que o empoderamento económico e a acção climática devem ser prosseguidos em conjunto para alcançar a estabilidade global a longo prazo.


O relatório do McKinsey Global Institute está ligado a vários Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
















Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecidos como Objectivos Globais, foram adoptados pela Nações Unidas em 2015 como um apelo universal à acção para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que, até 2030, todas as pessoas possam usufruir de paz e prosperidade.


 
 
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