Empoderamento das Mulheres na Produção de Algodão - Principais Conclusões do Estudo de Empoderamento Feminino da CmiA
- Fundação RESET

- há 6 dias
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O empoderamento das mulheres na agricultura é um motor essencial do desenvolvimento social e económico. O Estudo de Empoderamento Feminino, realizado pela Syspons GmbH em nome da Aid by Trade Foundation (AbTF), analisa o papel das mulheres produtoras de algodão em Moçambique e no Benim, com enfoque na igualdade de género, inclusão económica e capacitação social. O estudo avalia o impacto da iniciativa Cotton made in Africa (CmiA), que visa melhorar as condições de trabalho, reforçar a independência financeira das mulheres e fortalecer o seu poder de decisão.
Principais Conclusões
1. O Papel das Mulheres na Produção de Algodão
As mulheres participam activamente na produção de algodão, realizando tarefas como preparação da terra, sementeira e colheita, tal como os homens. Contudo, persistem desigualdades estruturais, sobretudo no acesso à terra e ao controlo financeiro.
No Benim e em Moçambique, as mulheres têm acesso limitado ao crédito e menor possibilidade de possuir terra e outros bens produtivos. O estudo destaca ainda que normas de género e expectativas culturais continuam a influenciar a tomada de decisões e a distribuição de rendimentos, muitas vezes marginalizando as mulheres nas actividades económicas.
2. Contribuição da CmiA para a Igualdade de Género
A CmiA implementou programas de formação, intervenções políticas e iniciativas comunitárias para promover o empoderamento feminino. Estas acções resultaram em melhorias na literacia financeira das mulheres, no acesso a posições de liderança e na sua participação na tomada de decisões. As Entidades Gestoras introduziram políticas sensíveis ao género, incluindo a promoção de cooperativas femininas, inclusão financeira e mecanismos contra a discriminação. O estudo evidencia uma correlação positiva entre a participação das mulheres nos programas da CmiA e a sua capacidade de influenciar decisões familiares e agrícolas.
3. Desafios e Recomendações para Mudança Sistémica
Apesar dos progressos, persistem barreiras estruturais, como a divisão sexual do trabalho, o acesso desigual a recursos produtivos e preconceitos culturais, que limitam o pleno empoderamento das mulheres. O estudo recomenda a expansão da inclusão financeira, o reforço da formação em liderança e empreendedorismo feminino e a melhoria da formalização de contratos para produtoras. Destaca ainda a importância de programas comunitários de sensibilização que envolvam homens e mulheres, promovendo a transformação dos papéis de género e a partilha de responsabilidades nos agregados familiares agrícolas.
O estudo destaca tanto os avanços como os desafios no empoderamento das mulheres no sector do algodão. Embora as intervenções da CmiA tenham gerado melhorias concretas, a redução das desigualdades de género a longo prazo exige investimento contínuo em educação, serviços financeiros e reformas de políticas.
Ao promover uma participação económica inclusiva, Moçambique e o Benim podem construir sistemas agrícolas sustentáveis e mais equitativos em termos de género.
Fonte Bibliográfica
A RESET Foundation está comprometida com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Estudo de Empoderamento Feminino da CmiA está alinhado com vários ODS, nomeadamente:







Os ODS, também conhecidos como Objectivos Globais, foram adoptados pelas Nações Unidas em 2015 como um apelo universal à acção para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que, até 2030, todas as pessoas vivam em paz e prosperidade.




